Conscientização Ambiental

Um povo, uma nação alcançará o quinto lugar no cenário político-econômico mundial, se e somente se: investir maciçamente em educação em todos os níveis, principalmente, em pesquisas científicas.

Faz-se necessário, repensar como governar e fazer leis. Perder-se o apego a paradigmas arcaicos, que acarretam à desinformação e ao medo do novo, do moderno, ousado.

Quando o inglês navegador Thomas Cook, em meados de 1770, desbravou os oceanos em direção à Oceania e à Ásia, não amedrontou-se em passar mais de dois anos navegando, mas sim revolucionou a Cartografia e descobriu a Nova Zelândia e a Austrália, ou em 1945, quando a Alemanha fora arrasada por duas guerras mundiais, não esquivou-se do trabalho e a Ex-Alemanha Ocidental, apoiada pelos Estados Unidos, recuperou bibliotecas, escolas, universidades e hoje, é considerada a primeira potência exportadora de tecnologias limpas.

De 7 a 18 de Dezembro de 2009, fora realizada a conferência mundial da ONU sobre o Meio Ambiente, na Dinamarca, mais de 120 países estiveram presentes, durante onze dias, mais de 10.000 pessoas, quotidianamente, discutiam sobre o futuro do planeta. Os cientistas apresentaram idéias brilhantes de como salvar o meio ambiente das catástrofes naturais decorrentes do aquecimento global e das mudanças climáticas. Governos como: da Alemanha, Inglaterra; Suécia e Finlândia apoiam as ciências aliadas às indústrias, isto é, antes de se fazer uma lei, são realizadas avaliações legislativas, para que as leis ambientais se adequem aos anseios da sociedade e funcionem na prática, elevando a qualidade de vida dos indivíduos. Além do que, há incentivos fiscais para não poluição, ou seja, o princípio do poluidor pagador, quem polui paga e quem protege o meio ambiente recebe subsídios, como é o caso das energias renováveis, como energia solar e eólica, livres de emissões de gás carbônico.

Não apenas países ditos do primeiro mundo têm esta consciência ambiental, mas nações como a Índia e o México incentivam a certificação do CO2 (Comércio de gás carbônico, o direito a poluir é pago) e além do que investem em transportes férreos abastecidos por energias renováveis, não poluentes, que evitam os congestionamentos de trânsito e emissões de gases.

Existe também a energia que vem dos mares, e não é aquela que jorra „acidentalmente“ centenas de litros de petróleo e sim aquela que vem com a força das ondas ou que giram as turbinas eólicas. Estas formas de energia sustentável, não violam os direitos humanos, nem ferem a Constituição expulsando mais de 50.000 pessoas entre elas, índios e nem desmata 500 km. Em 2050, os índios brasileiros serão vistos apenas em fotos.

O futuro chegou, o Brasil já sofre com as mudanças climaticas, sejam as secas, altas temperaturas, chuvas torrenciais, enchentes, deslizamentos de terras, ciclones, etc. Catástrofes estas que são fatais e ameaçadoras tanto para o hoje, quanto para o amanhã e o país não está preparado para os desastres naturais, porque não tem a cultura, da prevenção, da precaução.

É chegada a hora de despertar, de tomar decisões, medidas, exercer a democracia participativa em prol do meio ambiente. O futuro é a chance que se tem no presente e deve ser aproveitada de forma sustentável para a garantia da vida digna e saudável das presentes e futuras gerações.

Ruth Pessoa Gondim é PhD em Direito Europeu Ambiental na Alemanha e na Áustria e também é autora do livro "Implementacao do Direito Ambiental".